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segunda-feira, 13 de junho de 2011

SONHO


Alberto Afonso Landa Camargo

Caminho de ontem de ilusão ressoa
No crepitar mais triste das lembranças...
Pisar mais forte nas minhas andanças
Onde o pensamento mais cresce e voa...

Vaporosa cada visão se escoa
Ondeando lentamente sem esp’ranças
O sutil passado que se não alcança
Nesta visão de sonho que se esb’roa.

O tempo silente aos poucos se vai
E o acordar não chega, não suporta
A imagem linda que da névoa sai.

Por mais que à força tente, não comporta
E o vulto lindo que me bate à porta
Foge-me das mãos e a imagem se esvai...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SOLEDAD


Alberto Afonso Landa Camargo

Siento la noche oscura
Sin mirar tus ojos...

Siento el mar, verde como ellos,
A decir de la distancia...

Siento el mundo
Donde no te encuentro...

Siento la canción triste
De um sueño que se fue...

Siento el tiempo
Que me lleva para tan lejos...

Siento la soledad...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

INSPIRAÇÃO


Alberto Afonso Landa Camargo
 
A inspiração não chega calma,
ela explode, é um despertar de forças
que surgem a qualquer momento
e sem qualquer aviso...
O que sentimos? Ah, isto...
...só o poeta sabe e levará consigo
ao fim do caminho
sem que ninguém mais a não ser ele
possa sentir porque é impossível explicar...
Cada poeta, ao morrer, abraça
sua inspiração e seu sentimento,
ficando ao mundo
só a expressão do inexplicável
em cada poema que compôs
em versos que resistem ao tempo
e são eternos como sempre serão
todos os poetas...