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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LEMBRANÇAS E SAUDADES


Alberto Afonso Landa Camargo

Lembranças...
Imagens minhas
Posse que não disponho...

Dispersam-se...
Perdem-se no tempo
Algoz dos meus dias...

Saudades...
Nas brumas da vida
Descobrem as lágrimas...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

VELHA SAUDADE


Alberto Afonso Landa Camargo

Sou o adulto, o velho que não se desprende
Do menino e de mãos dadas
Compartilham um só coração...
Sou o adulto, o velho que vai buscar
Nas ruas de terra as marcas
Dos pés descalços que deixaram traços
Da saudade que insiste
Em ser viva...
Sou o adulto, o velho que continuará menino
A soltar pandorgas, as mesmas que carregaram
Seus sonhos quando foram soltas
Ao vento...
Sou o adulto, o velho e o menino
Que num outono qualquer
Será pandorga também...

domingo, 5 de dezembro de 2010

TUS OJOS



Alberto Afonso Landa Camargo

Además de los misterios de la vida
Yo encuentro el verde de tus ojos
Que miran y encantan la luz del dia
Y el resplendor de la noche com sus estrellas...
Déjame ser tu mirar al frente
Para comprender la inspiración
De mis poemas que vuelan por las calles
De mis más queridos sueños...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

VAGUEANDO



Alberto Afonso Landa Camargo

Campereando meu destino
Vaguei longe, mundo afora.
Fui no tempo de menino
Luzir e brilho de espora.
Acendi fogo de chão
Nas tremendas noites frias,
Aqueci meu chimarrão
Na cambona, nas coxilhas.

Enfrentando mil peleias
Campo afora, nas aguadas
Refletindo a lua cheia
Nas mais frias madrugadas...
Ouvi meus ais, meus anseios
De gozo de liberdade.
Nesses crus, grandes rodeios
Terminei a mocidade.

E vaguei, vaguei, vaguei
Pelos campos e canhadas,
Grilhões, correntes quebrei
Em rusgas encarniçadas.
Levei longe o meu grito,
Ampliei minha vontade,
Mas nem perto do infinito
Não achei a liberdade...

E vaguei, vaguei, vaguei...
Não achei a liberdade...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DEDICATÓRIA


Alberto Afonso Landa Camargo

Estes versos dedico ao que falta
Nos meus versos...
Aos caminhos imprecisos,
Às suas dilacerações,
Contradições e espírito partido...
Dedico ao que está perdido
Nos meus sonhos,
Ao que não consigo dizer,
À ânsia que sinto
Pela palavra que não vem...
Dedico enfim
Ao que não está nos meus versos
Mas mora eternamente em minha alma...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

RELÍQUIAS E SONHOS


Alberto Afonso Landa Camargo

Fiz de relíquias
Enfeites para o meu coração.
Pulsaram sonhos, matéria
Com formas, jóias
De prazer que os
Olhos admiraram...
Brilho intenso
Nas noites de festins e a troca
De amores fúteis,
Vãs professias nas cartas
Escritas só pelas mãos...

Vieram os anos,
Gastaram-se as relíquias
Que perderam o brilho,
Espatifadas no chão
Mais infecto
Dos meus sonhos...
Foram-se os prazeres,
Não pela minha vontade,
Mas porque faltaram
As atrizes dos festins
Que riram de mim
E dos meus cantos...

Fiquei sozinho
Sem partilhar as saudades,
Só elas, que movem
Meus sonhos esquecidos
E que só vivem
Em minhas divagações...