Poemas de amor, de saudade, dores, alegrias... vidas que se cruzam ou se afastam... mãos que se entrelaçam, mãos que acenam... partida... adeus... reencontro...
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sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
REENCONTRO
Alberto Afonso Landa Camargo
Trago-te flores a enfeitar o leito,
Correm lágrimas que choramos juntos
Desde quando as faces, ausentes de rugas,
Abriam-se em riso e amando-se em beijos.
Ardendo em prantos a bater no peito
Deixo meu coração chorar contigo
E fica o meu amor nunca desfeito
Trocado pelo teu que vai comigo.
Silêncio... a tua voz não mais escuto,
O tocar da tua mão eu não mais sinto
Mas fica a imagem do teu suave corpo.
Sinto no ar o aroma das tuas mãos,
Deito o meu rosto a acariciar o teu
Para reunir-me a ti no infinito.
segunda-feira, 21 de março de 2011
SONHO DE FÉRIAS
Alberto Afonso Landa Camargo
Não quero férias de sonhos
Mas sonhar com elas...
Quem sabe trilhar caminhos
Subir montanhas
Alçar vôo, chegar ao infinito...
Na sombra de uma árvore
Dedilhar cordas
E fazer a música do meu amor...
Depois voltar às alturas
Para ver os rastros que deixei
Nos caminhos que percorri...
Enfim vagar silente,
Sentir só o vento na face molhada
Pelas lágrimas que chorei...
segunda-feira, 14 de março de 2011
TRISTEZA
Alberto Afonso Landa Camargo
Não precisas me amar,
Deixa que só eu te ame...
Deixa diminuir a distância
À mão que te acaricia
E mesmo que os pensamentos
Te distraiam longe,
Meu coração de tristeza
Afagará minha saudade
Ao toque frio das tuas mãos...
Deixa a tua saudade morta
Despedir-se num carinho
Que é só meu...
sexta-feira, 4 de março de 2011
REFLEXÃO
Alberto Afonso Landa Camargo
Se se cala o poeta
Escondem-se as estrelas,
Perde-se a tristeza que cativa...
Não há mais sonho,
Perdem-se as nuvens
E o canto silencia
Porque a música também se perdeu
Nas entranhas do sorriso
E da lágrima
Que não existem mais...
Se se cala o poeta,
Morre o Amor.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
LEMBRANÇAS E SAUDADES
Alberto Afonso Landa Camargo
Lembranças...
Imagens minhas
Posse que não disponho...
Dispersam-se...
Perdem-se no tempo
Algoz dos meus dias...
Saudades...
Nas brumas da vida
Descobrem as lágrimas...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
VELHA SAUDADE
Alberto Afonso Landa Camargo
Sou o adulto, o velho que não se desprende
Do menino e de mãos dadas
Compartilham um só coração...
Sou o adulto, o velho que vai buscar
Nas ruas de terra as marcas
Dos pés descalços que deixaram traços
Da saudade que insiste
Em ser viva...
Sou o adulto, o velho que continuará menino
A soltar pandorgas, as mesmas que carregaram
Seus sonhos quando foram soltas
Ao vento...
Sou o adulto, o velho e o menino
Que num outono qualquer
Será pandorga também...
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