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sexta-feira, 1 de abril de 2011

REENCONTRO


Alberto Afonso Landa Camargo

Trago-te flores a enfeitar o leito,
Correm lágrimas que choramos juntos
Desde quando as faces, ausentes de rugas,
Abriam-se em riso e amando-se em beijos.

Ardendo em prantos a bater no peito
Deixo meu coração chorar contigo
E fica o meu amor nunca desfeito
Trocado pelo teu que vai comigo.

Silêncio... a tua voz não mais escuto,
O tocar da tua mão eu não mais sinto
Mas fica a imagem do teu suave corpo.

Sinto no ar o aroma das tuas mãos,
Deito o meu rosto a acariciar o teu
Para reunir-me a ti no infinito.

segunda-feira, 21 de março de 2011

SONHO DE FÉRIAS



Alberto Afonso Landa Camargo
 
Não quero férias de sonhos
Mas sonhar com elas...
Quem sabe trilhar caminhos
Subir montanhas
Alçar vôo, chegar ao infinito...
Na sombra de uma árvore
Dedilhar cordas
E fazer a música do meu amor...
Depois voltar às alturas
Para ver os rastros que deixei
Nos caminhos que percorri...
Enfim vagar silente,
Sentir só o vento na face molhada
Pelas lágrimas que chorei...

segunda-feira, 14 de março de 2011

TRISTEZA

 

Alberto Afonso Landa Camargo


Não precisas me amar,
Deixa que só eu te ame...
Deixa diminuir a distância
À mão que te acaricia
E mesmo que os pensamentos
Te distraiam longe,
Meu coração de tristeza
Afagará minha saudade
Ao toque frio das tuas mãos...
Deixa a tua saudade morta
Despedir-se num carinho
Que é só meu...

sexta-feira, 4 de março de 2011

REFLEXÃO


Alberto Afonso Landa Camargo

Se se cala o poeta
Escondem-se as estrelas,
Perde-se a tristeza que cativa...
Não há mais sonho,
Perdem-se as nuvens
E o canto silencia
Porque a música também se perdeu
Nas entranhas do sorriso
E da lágrima
Que não existem mais...
Se se cala o poeta,
Morre o Amor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LEMBRANÇAS E SAUDADES


Alberto Afonso Landa Camargo

Lembranças...
Imagens minhas
Posse que não disponho...

Dispersam-se...
Perdem-se no tempo
Algoz dos meus dias...

Saudades...
Nas brumas da vida
Descobrem as lágrimas...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

VELHA SAUDADE


Alberto Afonso Landa Camargo

Sou o adulto, o velho que não se desprende
Do menino e de mãos dadas
Compartilham um só coração...
Sou o adulto, o velho que vai buscar
Nas ruas de terra as marcas
Dos pés descalços que deixaram traços
Da saudade que insiste
Em ser viva...
Sou o adulto, o velho que continuará menino
A soltar pandorgas, as mesmas que carregaram
Seus sonhos quando foram soltas
Ao vento...
Sou o adulto, o velho e o menino
Que num outono qualquer
Será pandorga também...