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sábado, 15 de agosto de 2015

LÁGRIMAS



Alberto Afonso Landa Camargo


Lágrimas deslizam suspensas na noite,

Brilho dos olhos que a luz da rua

Reflete no tempo que se perdeu...


Chão molhado quando caíram cansadas,

Restando as pegadas, único sentido

Marcado no olhar de quem ficou...


Gotas que o sol desfez quando nasceu

E apagou os sonhos de quem, esperando,

Sofre ainda a saudade de quem partiu...

domingo, 19 de julho de 2015

TEMPO DE SAUDADE


Alberto Afonso Landa Camargo


Eu tenho uma saudade

Que se prendeu em mim,

Incompreensível na sua

Voracidade e egoísmo

E não me deixa perder

Esta vontade de voltar...


Não sei se é ela a me consumir

Ou se estou eu a detê-la

No desejo oculto

De ficar no tempo...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

DISTÂNCIA


Alberto Afonso Landa Camargo

Se ontem pensei em ti
Hoje para mim ainda é ontem
E pouco importa se passou...

Distância se desfaz
No pensamento que volta
Para o tempo que decidimos...

Se ontem pensei em ti
Não há passado no meu tempo...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

DUPLIX: MARILÂNDIA MARQUES ROLLO E ALBERTO AFONSO LANDA CAMARGO

    
  DES_VENTURA...................................DES_DITA

Em chão de giz....................Onde jazem sentimentos
Emudecidas pétalas............Flores murchas abandonadas
Jazem descoloridas.............Nem as lágrimas regam mais...

    Marilândia           //         Alberto Afonso

sábado, 11 de abril de 2015

CAMINHO E TEMPO


Alberto Afonso Landa Camargo

Rua, praça, caminho a dois
Pegadas redivivas nas pedras,
Lembranças das mãos presas
Na esperança de não soltarem...

Mãos separadas,
Acenos perdidos na distância...
Escada solitária
E ninguém passa por ela...

Imagens nos olhos refletidas
Que o tempo nunca esqueceu...

domingo, 5 de abril de 2015

CASTELOS


Alberto Afonso Landa Camargo

Voltei no tempo...

Cavaleiro andante
As cruzadas perdidas,
Castelos ficaram nos sonhos...

Rapunzel recolheu as tranças
E meus olhos perdidos
Fitam a torre vazia...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

VERSOS DISPERSOS



Alberto Afonso Landa Camargo

Sufoquei-me com as palavras
E calei os meus versos...

Perdi-me em tantas divagações
Que não vi o mundo à minha volta...

Quando se desprenderam as palavras
Ficaram soltas e sem rumo
Incapazes de se encontrar...

Gritei por elas, chamei-as, insistente
Até peguei algumas, prendi-as...

Mas os versos continuaram silentes,
Retidos na alma, incapazes de dizer
Tanta coisa marcada no tempo...

Sem alternativas,
Voltei a calar meus versos
No silêncio de cada palavra...