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sábado, 30 de julho de 2016

ILUSÃO E TEMPO


Alberto Afonso Landa Camargo

Debruçado no parapeito do tempo,
Olhos perdidos na rua
Onde passam as saudades
No burburinho das ilusões
Que um dia foram sonhos
Sonhados pelo menino...

Ficou no tempo a rua de terra
Que os olhos não veem mais...
Saudades e ilusões desfeitas
São redivivas nos sonhos
Do menino que se perdeu
Na saudade...

sábado, 18 de junho de 2016

PEGADAS

 Alberto Afonso Landa Camargo

Pegadas no chão molhado do sereno,
Pegadas redivivas que depois sumiram
No ar úmido do dia que chegou...

Pegadas hoje dispersas e sem direção
Fizeram-se gotas evaporadas no ar...
Caíram no rosto confundindo-se
Com as lágrimas por onde
Os olhos viram a imagem que ficou
Acenando... espera impaciente
De uma volta que não houve...

Pés cansados de tanto andar,
Saudade que deixou pegadas
Perdidas no tempo...

sábado, 11 de junho de 2016

MÃOS


Alberto Afonso Landa Camargo


Mãos, sensíveis mãos

Seguram a batuta

Que conduz a orquestra...

Mãos que não vi,

Mãos regentes que habitam

Meus sonhos...

Maestro de divinos poemas

Perdidos, esquecidos

No tempo...

Suaves mãos abandonaram

A pena inerte...

domingo, 5 de junho de 2016

SOLIDÃO


Alberto Afonso Landa Camargo


Meu silêncio, introspecção

Que se faz verso, poesia minha

Presa no meu eu recluso...

Passa pelo sonho que também

Se faz poesia, versos dispersos

Sem alma descoberta...

Palavras soltas, perdidas

Na amplidão do tempo,

Poeira esvoaçante dilacerada

No ar das incompreensões...

Meu silêncio continua silêncio,

Grito encarcerado em versos

Que a alma escondeu...

sábado, 12 de setembro de 2015

TU NOS MEUS VERSOS...


Alberto Afonso Landa Camargo

Em algum tempo perdido num lugar onde não estarei
Ficarão os versos que fiz para ti...

Serei eu nas tuas mãos que trazem as flores
E te olharei como me olharás
Pelas letras que saltam de cada palavra
Para habitarem teus olhos
E se confundirem com as lágrimas
Vertidas que correm pelo teu rosto...

Serei a saudade que estará contigo...
Serás a saudade que levarei comigo...

sábado, 5 de setembro de 2015

VOZ DO SILÊNCIO



Alberto Afonso Landa Camargo

Era assim, um sussurro distante
Que acarinhava o que as mãos
Não sentiam...

Um nome repetido
Confundindo imagens perdidas
Não se descortinava...

Olhei em volta, sôfrego olhar
Disperso e em confusão
Também se perdeu...

E foi assim, preso num tempo
Esquecido a voz suave e distante
Continuou chamando...

E eu fiquei olhando em volta
Mais disperso e mais confuso
Até pairar o silêncio...

sábado, 15 de agosto de 2015

LÁGRIMAS



Alberto Afonso Landa Camargo


Lágrimas deslizam suspensas na noite,

Brilho dos olhos que a luz da rua

Reflete no tempo que se perdeu...


Chão molhado quando caíram cansadas,

Restando as pegadas, único sentido

Marcado no olhar de quem ficou...


Gotas que o sol desfez quando nasceu

E apagou os sonhos de quem, esperando,

Sofre ainda a saudade de quem partiu...