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segunda-feira, 18 de maio de 2015

DUPLIX: MARILÂNDIA MARQUES ROLLO E ALBERTO AFONSO LANDA CAMARGO

    
  DES_VENTURA...................................DES_DITA

Em chão de giz....................Onde jazem sentimentos
Emudecidas pétalas............Flores murchas abandonadas
Jazem descoloridas.............Nem as lágrimas regam mais...

    Marilândia           //         Alberto Afonso

sábado, 11 de abril de 2015

CAMINHO E TEMPO


Alberto Afonso Landa Camargo

Rua, praça, caminho a dois
Pegadas redivivas nas pedras,
Lembranças das mãos presas
Na esperança de não soltarem...

Mãos separadas,
Acenos perdidos na distância...
Escada solitária
E ninguém passa por ela...

Imagens nos olhos refletidas
Que o tempo nunca esqueceu...

domingo, 5 de abril de 2015

CASTELOS


Alberto Afonso Landa Camargo

Voltei no tempo...

Cavaleiro andante
As cruzadas perdidas,
Castelos ficaram nos sonhos...

Rapunzel recolheu as tranças
E meus olhos perdidos
Fitam a torre vazia...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

VERSOS DISPERSOS



Alberto Afonso Landa Camargo

Sufoquei-me com as palavras
E calei os meus versos...

Perdi-me em tantas divagações
Que não vi o mundo à minha volta...

Quando se desprenderam as palavras
Ficaram soltas e sem rumo
Incapazes de se encontrar...

Gritei por elas, chamei-as, insistente
Até peguei algumas, prendi-as...

Mas os versos continuaram silentes,
Retidos na alma, incapazes de dizer
Tanta coisa marcada no tempo...

Sem alternativas,
Voltei a calar meus versos
No silêncio de cada palavra... 

domingo, 17 de agosto de 2014

TEUS OLHOS



Alberto Afonso Landa Camargo

Os teus olhos verdes, um mar
Ora tranquilo, ora caudaloso,
Meu porto seguro
Para habitar o paraíso...

sábado, 2 de agosto de 2014

CANTOS DE OUTONO



Alberto Afonso Landa Camargo


I
Folhas caem ao ritmo do vento,
Vento sem ritmo, quem sabe...
Vidas que secaram cobrem a terra
Sem sementes...


II
Vida sem graça,
Graça de vida,
Folhas perdidas
Valsam no ar...


III
Sentidos marcados, cheiro de terra,
Perdem-se no ar
Misturam-se às folhas
De rumos incertos...


IV
Folhas se desprendem
Sentem a liberdade...
Prendem-se a terra, liberdade perdida,
Apodrecem sozinhas e a vida renasce...


V
Espíritos perdidos,
Vento faz o caminho...
Folhas sem rumo
Encontram-se no infinito...

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CAMINHOS


Alberto Afonso Landa Camargo

Escrevo versos sempre incompletos,
Partilho sentimentos, divido emoções
Que não são compreendidas...

Despeço-me de cada tempo vivido
Sem entendê-los...

Deixo vidas para trás
Que meus versos tampouco explicam...

Ficam pedaços que adiante farão falta
Encurtando o caminho
Nos trechos que nunca pisarei...