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domingo, 2 de outubro de 2016

EVOLUÇÃO


Alberto Afonso Landa Camargo

Evolução... o amor evoluiu também...
Hoje, mal se conhecem, ficam...
Passa mais um pouco de tempo,
Juntam-se para se conhecerem
E só depois saberem dos seus destinos...
Eu... se pudesse voltar no tempo,
Meu amor ainda seria
O que ficou só nas mãos dadas,
Carinhos dos dedos entrelaçados,
Sonhos da adolescência que não volta...
Inocência de um tempo de ilusões
Perdidas nas escolhas que fizeram
Caminhos diferentes na estrada
De tantas opções...
Nada mais que isto... mãos dadas
Para fazer eterno o amor
Que vive nas lembranças...

sábado, 30 de julho de 2016

ILUSÃO E TEMPO


Alberto Afonso Landa Camargo

Debruçado no parapeito do tempo,
Olhos perdidos na rua
Onde passam as saudades
No burburinho das ilusões
Que um dia foram sonhos
Sonhados pelo menino...

Ficou no tempo a rua de terra
Que os olhos não veem mais,
Saudades e ilusões desfeitas
São redivivas nos sonhos
Do menino que não existe mais...

sábado, 18 de junho de 2016

PEGADAS

 Alberto Afonso Landa Camargo

Pegadas no chão molhado do sereno,
Pegadas redivivas que depois sumiram
No ar úmido do dia que chegou...

Pegadas hoje dispersas e sem direção
Fizeram-se gotas evaporadas no ar...
Caíram no rosto confundindo-se
Com as lágrimas por onde
Os olhos viram a imagem que ficou
Acenando... espera impaciente
De uma volta que não houve...

Pés cansados de tanto andar,
Saudade que deixou pegadas
Perdidas no tempo...

sábado, 11 de junho de 2016

MÃOS


Alberto Afonso Landa Camargo


Mãos, sensíveis mãos

Seguram a batuta

Que conduz a orquestra...

Mãos que não vi,

Mãos regentes que habitam

Meus sonhos...

Maestro de divinos poemas

Perdidos, esquecidos

No tempo...

Suaves mãos abandonaram

A pena inerte...

domingo, 5 de junho de 2016

SOLIDÃO


Alberto Afonso Landa Camargo


Meu silêncio, introspecção

Que se faz verso, poesia minha

Presa no meu eu recluso...

Passa pelo sonho que também

Se faz poesia, versos dispersos

Sem alma descoberta...

Palavras soltas, perdidas

Na amplidão do tempo,

Poeira esvoaçante dilacerada

No ar das incompreensões...

Meu silêncio continua silêncio,

Grito encarcerado em versos

Que a alma escondeu...