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sexta-feira, 1 de abril de 2011

REENCONTRO


Alberto Afonso Landa Camargo

Trago-te flores a enfeitar o leito,
Correm lágrimas que choramos juntos
Desde quando as faces, ausentes de rugas,
Abriam-se em riso e amando-se em beijos.

Ardendo em prantos a bater no peito
Deixo meu coração chorar contigo
E fica o meu amor nunca desfeito
Trocado pelo teu que vai comigo.

Silêncio... a tua voz não mais escuto,
O tocar da tua mão eu não mais sinto
Mas fica a imagem do teu suave corpo.

Sinto no ar o aroma das tuas mãos,
Deito o meu rosto a acariciar o teu
Para reunir-me a ti no infinito.

3 comentários:

  1. A saudade do amor que se vai... o encontro, o reencontro imaginário. Um poema muito bem construído pela dor ( a que se sente, ou simplesmente a da poesia )!

    abçs

    Betha

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  2. Uma irmã no Senhor tem câncer
    e está muito doente
    Você irá orar por ela?
    Nada é impossível para Deus
    e não há poder na oração

    Deus abençoe você e sua família
    Saudações
    Jan Samuel

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  3. Olá Alberto,
    Bonito soneto. A saudade trespassa-lhe a alma, pela ausência do ser amado. Florbela Espanca, poeta portuguesa, tem sonetos semelhantes aos seus.
    Poste mais prosa e poesia, porque quem não aparece, esquece.
    Abraço de luz.

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