Alberto Afonso Landa Camargo
O tempo me subtraiu os anos...
Outros, calcula no caderno do meu
destino,
Tão poucos das dezenas que já vivi.
Os que ainda tenho serão zero algum
dia...
A subtração inclemente não para
Até que me tire os últimos meses...
Depois os últimos dias...
Últimas horas...
Últimos minutos...
Últimos segundos...
Até não ter mais o que subtrair.

Muito bom, faz pensar bastante no tempo que, para quem já viveu várias décadas, na inexorável finitude. Exatamente qdo acreditamos estarmos PRONTOS para colocar em prática o que supomos ser sabedoria, ela perde o sentido de utilidade. PARABENS!
ResponderExcluirMagnifica reflexão
ResponderExcluirBelíssimo esse subtrair do tempo. Só não o permita subtrair seus versos. Luz e paz. Abs
ResponderExcluirA poesia é eterna e seus versos ficam para sempre em algum lugar no tempo. Nalgum livro, em um caderno, numa folha de papel perdida numa estante ou numa gaveta... quem sabe na memória de quem leu.
ExcluirNa matemática da poesia inexiste a subtração.
Obrigado pela visita... abraço...