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domingo, 11 de novembro de 2012

TEUS CABELOS



 Alberto Afonso landa Camargo

Negros, caindo até
Acariciar-te os ombros...

revoltos, como um mar febril
em ondas perdidas...

esguios e lisos, nas minhas mãos
presos nos meus sonhos...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CANTIGA DOS OLHOS

  
Alberto Afonso Landa Camargo


Ao encontro dos teus olhos claros como o dia

Seguem os meus onde pousou a noite

Que não sai dos meus sonhos...

Encontram-se... e no lusco-fusco da tarde outonal

Têm a visão do paraíso...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A LOS DOS


Alberto afonso landa camargo

Si no estuvieras conmigo
estarían vacíos mis dias...
Si me encanta El recuerdo
De tus ojos
ES porque estás a mi lado
Compartiendo cada momento...

sábado, 25 de agosto de 2012

TRINDADE



Alberto Afonso Landa Camargo
 
Distância...
Olhos marcados pela lágrima nascida
Que desce pela face sulcando o rosto
Como a reprisar a estrada perdida
E sem fim que marca o tempo...
 
Longe e perto...
Reflexões filosóficas, abstrações da alma
Que não se fazem concretas
Mas distraem o coração abstraído
Afastando e aproximando mãos...
 
saudade...
Para quem não importam distâncias
Nem tempos perdidos nos sonhos
E diz das marcas abertas
Pelas lembranças, risos, prantos...

domingo, 15 de julho de 2012

QUADRO




Alberto Afonso Landa Camargo

Pintei teus olhos para conhecer tua alma,
Deslizei o pincel nas curvas da saudade...

Desvendei teu corpo na tela e as cores
Da tua alma incendiaram minhas mãos...

Tremeram meus lábios e continuei mudo,
Engoli as palavras que teimaram em não sair...

E a tua alma era a minha mesma que esperava
O sopro da vida para caminharmos juntos...

Saímos... voltei os meus para ver os olhos frios
Que ficaram perdidos na tela esmaecida...

E seguimos juntos... teus olhos nos meus
Descobrindo os caminhos...

domingo, 8 de julho de 2012

IGREJA DA MATRIZ




Alberto Afonso Landa Camargo

Passa pela lembrança da infância
E nos meus sonhos de adolescente
A Igreja da Matriz que a insensatez
Um dia destruiu...

O culto de Deus e dos santos
Cedeu ao culto da modernidade
Sepultado nas ruínas das paredes
Que guardavam a história...

Sepultou-se um patrimônio
Sob o alicerce da vaidade
Perdeu-se no tempo o toque do sino
Na Hora do Angelus, memória inapagada
Das tardes mornas de outono
Que desce pelo rosto nas lágrimas
Que choro nesta angústia
Que é poeira misturada
Na imagem que é só saudade...