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sábado, 21 de dezembro de 2019

FLETUS


Alberto Afonso Landa Camargo

Olhos veem a si mesmos
Refletidos nas lágrimas
 Que descem pelo rosto...

Perdem-se no reflexo
Que prende em si
A saudade depois da partida...

E na distância infinita
Obscurece a esperança
Do reencontro...

sábado, 6 de abril de 2019

TRISTEZA




Alberto Afonso Landa Camargo

Dormir, tentar esquecer o fadário,
Penso inutilmente despistar as tristezas...

Ter, quem sabe, um sonho bom,
Mas acordar depois e voltar à realidade...

Num ponto nenhum do horizonte
Não mais vejo quem me esperava...

Olhar perdido pela falta de quem partiu
Se embaça nas lágrimas
Sucumbidas pela saudade...

sexta-feira, 29 de março de 2019

ANIMUS



Alberto Afonso Landa Camargo


Um vazio se abre quando alguém parte,

Uma saudade que não tem fim...


Contingência, fatalidade,

Tristezas que alguém criou,

Quem sabe punição de quem fica...


Pode ser felicidade de quem parte,

Livre que está das maldades...


Preciso pensar que é assim,

Única razão a me consolar...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

SOLIDÃO



Alberto Afonso Landa Camargo


Chego em casa onde não estás
Prefiro o silêncio do tempo...

Parece que te vejo sorrindo
Espero teu abraço...

Volto à realidade e só o vazio
Me diz da solidão...
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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

AB IMO CORDE


Alberto Afonso Landa Camargo

Dorme com os anjos, minha criança,
Deixa que os sonhos penetrem a lua...
Vai... segue a noite nas tuas andanças
Vê o sereno sair da pedra nua...

Descobre pela noite uma esperança,
Sente o encantamento em que a imagem voa...
Sai dos sonhos enquanto a noite avança
Presente o amor que n’alma continua...

Oníricos teus que as noites povoaram
Entram nos meus que suaves começaram...
Fazem-se unos num céu em que te vejo.

Sonhos nossos que inalcansáveis eram...
Distantes... longos se despedaçavam...
Seguem... brumas suaves do meu desejo...

sábado, 20 de janeiro de 2018

TESTAMENTO


Alberto Afonso Landa Camargo


Não entreguei, não negociei a vida,

Retiram-na, sabe-se lá quem,

Aos poucos e irremediavelmente.

Liberdade? Que estranha liberdade

Se não decido sobre viver ou morrer?

Muito mais contingência que fatalidade,

Nasci morrendo - início da morte -

Despojado que fui de decidir sobre o destino final.

Decido, porém, deixar saudade,

Quem sabe amores que vivi,

Lembranças marcadas

Nos versos que fiz...