Poemas de amor, de saudade, dores, alegrias... vidas que se cruzam ou se afastam... mãos que se entrelaçam, mãos que acenam... partida... adeus... reencontro...
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sexta-feira, 8 de maio de 2020
sábado, 21 de dezembro de 2019
FLETUS
Alberto Afonso Landa Camargo
Olhos veem a si mesmos
Refletidos nas lágrimas
Que descem pelo rosto...
Perdem-se no reflexo
Que prende em si
A saudade depois da partida...
E na distância infinita
Obscurece a esperança
Do reencontro...
sábado, 6 de abril de 2019
TRISTEZA
Alberto Afonso Landa
Camargo
Dormir, tentar esquecer o fadário,
Penso inutilmente despistar as
tristezas...
Ter, quem sabe, um sonho bom,
Mas acordar depois e voltar à
realidade...
Num ponto nenhum do horizonte
Não mais vejo quem me esperava...
Olhar perdido pela falta de quem partiu
Se embaça nas lágrimas
Sucumbidas pela saudade...
sexta-feira, 29 de março de 2019
ANIMUS
Alberto Afonso Landa Camargo
Um vazio se abre quando alguém parte,
Uma saudade que não tem fim...
Contingência, fatalidade,
Tristezas que alguém criou,
Quem sabe punição de quem fica...
Pode ser felicidade de quem parte,
Livre que está das maldades...
Preciso pensar que é assim,
Única razão a me consolar...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
SOLIDÃO
Alberto Afonso Landa Camargo
Chego em casa onde não estás
Prefiro o silêncio do tempo...
Parece que te vejo sorrindo
Espero teu abraço...
Volto à realidade e só o vazio
Me diz da solidão...
x
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
AB IMO CORDE
Alberto Afonso Landa Camargo
Dorme com os anjos, minha criança,
Deixa que os sonhos penetrem a lua...
Vai... segue a noite nas tuas
andanças
Vê o sereno sair da pedra nua...
Descobre pela noite uma esperança,
Sente o encantamento em que a imagem
voa...
Sai dos sonhos enquanto a noite
avança
Presente o amor que n’alma
continua...
Oníricos teus que as noites povoaram
Entram nos meus que suaves começaram...
Fazem-se unos num céu em que te vejo.
Sonhos nossos que inalcansáveis eram...
Distantes... longos se despedaçavam...
Seguem... brumas suaves do meu
desejo...
sábado, 20 de janeiro de 2018
TESTAMENTO
Alberto Afonso Landa Camargo
Não
entreguei, não negociei a vida,
Retiram-na,
sabe-se lá quem,
Aos
poucos e irremediavelmente.
Liberdade?
Que estranha liberdade
Se
não decido sobre viver ou morrer?
Muito
mais contingência que fatalidade,
Nasci
morrendo - início da morte -
Despojado
que fui de decidir sobre o destino final.
Decido,
porém, deixar saudade,
Quem
sabe amores que vivi,
Lembranças
marcadas
Nos
versos que fiz...
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